O meu dom, agora em Mon Dom.

Atualizado: Ago 31

20.08.2021 é o dia do lançamento do meu projecto de organização. Hoje, no dia em que a minha mummy faz anos. Neste ano, em que a sua partida atinge a maioridade, dou as boas-vindas a quem comigo quer embarcar neste recomeço.

• 2014, Quinta do Lago, Joana © Lapela


• 1981, Lisboa, Joana e a mammy à janela © Antomar



A (grande) aventura!


Inicio agora o meu projeto. Aquele que é a minha cara. E explico como tudo começou.

Desde sempre fui arrumada, organizada e habituei-me a preservar as minhas coisas.


Formei-me em design gráfico e mais tarde fiz uma pós graduação em comunicação multimédia. Iniciei a minha vida profissional como designer infografista num orgão de comunicação social na capital, onde nasci. Na última década mudei-me para o sul e iniciei remotamente uma colaboração como desenhadora digital no mercado da edição escolar e também formadora de artes gráficas nas áreas de design e fotografia. A par disso, ao longo dos anos desenvolvi trabalhos na área do design gráfico para eventos, hotelaria e restauração, alojamento local, artes, cultura, saúde, entre outros, em regime de freelancer.


No desenrolar de um desses projectos editoriais realizado ao longo do ano de 2020, tinha por hábito ligar o iPad com o MEO Go sintonizado na Sic Mulher. Sabia que dificilmente me distraía mas que ao mesmo tempo ia ouvindo marcas, inovações em várias áreas, entre outros, no estreante What´s Up apresentado por Carolina Patrocínio.


Nesse 24 de julho do estranho 2020, ouvi atentamente a Rita Carvalho de Matos da Happy Routines. Entendi o fascínio que há na filosofia da guru japonesa Marie Kondo. Só conhecia o trabalho de Kondo pela comunicação social, mas os olhos desta portuguesa brilhavam, revelando a paixão pela profissão. E eu pensava. Uma profissão. A fazer o que amo, o meu dom, pensava eu. A Rita, enquanto consultora de organização, revelou o que fazia como uma missão, uma viagem interior, passível de ser feita por todos, mas mais leve, breve a acima de tudo consciente se realizada com a ajuda de um especialista no assunto.


Finalmente a minha mente virou para o oriente. Pensei; Marie Kondo, tenho que ler. Consultei o catálogo da Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira e estava disponível o famoso "Arrume a sua casa, arrume a sua vida". Frequentava o espaço semanalmente mas nunca o tinha visto. Requisitei-o e li-o num ápice. A minha mente começou a mudar.


Fiz a triagem das emoções que sentia, das analogias das duas sociedades e do que queria para a minha vida. Iniciei uma viagem emocional. Como sugere Vicky Silverthorn, "Comece pela Gaveta das meias". E assim foi. Passado mais de um ano aqui estou, com várias áreas da casa "trabalhadas" e outras tantas do meu Eu. Com formação, mas defendendo que se está sempre a aprender, inicio um caminho desafiante mas muito motivador. Conto consigo!



173 visualizações0 comentário